O Forró no FIG para agradar as novas gerações e a nova estrutura do palco Pop/Forró
- Junio do Guia do FIG

- há 1 dia
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Com a reformulação da grade do Palco Pop e do Palco Forró Zé da Macuca, uma mudança estratégica promete alterar a vivência do público do FIG no Parque Euclides Dourado. Durante muito tempo, a dinâmica de dividir os dois gêneros na mesma noite criava um desafio de retenção. O cenário era comum, pois o público que comparecia para prestigiar as atrações iniciais do Pop acabava voltando para casa mais cedo, esvaziando o espaço antes que o forró, tradicionalmente agendado para o fim da noite e adentrando a alta madrugada, ganhasse protagonismo.
A nova formatação aposta na intercalação de datas. Ao separar os estilos em dias alternados, com um calendário onde dias pares recebem o Palco Pop e dias ímpares recebem o Palco Forró por exemplo, o festival propõe um novo fluxo de consumo cultural. Sem a sobreposição direta e a exaustão das madrugadas, a expectativa é que as gerações Y e Z, muitas vezes órfãs de programação na sua noite livre de Pop, sejam naturalmente atraídas para a grade forrozeira.
A renovação estética da cena forrozeira
Para que essa atração da juventude se converta em permanência, a curadoria musical desempenha um papel fundamental. O festival acerta ao dar espaço para uma nova safra de artistas que resgatam o forró tradicional, mas dialogam esteticamente com um público que, ultimamente, foi muito habituado ao forró elétrico e à cultura de paredão.
Essa ponte entre a tradição e a juventude é construída por nomes que trazem grande frescor à música nordestina contemporânea:
Natascha Falcão: Com um trabalho que a levou a ser indicada ao Grammy Latino, a pernambucana tem o mérito de unir os ritmos de matriz nordestina, como o coco, a ciranda e o forró, a uma performance altamente teatral e contemporânea. Ela entrega a autenticidade e o apelo visual que as novas gerações valorizam.
Juba Valença: Carregando a pesada e rica herança musical de seu pai, Alceu Valença, Juba apresenta uma sonoridade que passeia pelo xote e pelo baião de maneira orgânica. Seu trabalho é a prova de que o forró de raiz pode ser interpretado com uma roupagem jovem, atual e envolvente.
Larissa Lisboa: Dona de uma presença vocal marcante, a cantora injeta uma energia singular na cena regional, costurando influências sonoras modernas à base rítmica tradicional que o público pernambucano já abraça com facilidade.
O retorno às origens e a atmosfera dos eucaliptos
Para além da música, o espaço físico é parte da experiência. A realocação conjunta dos palcos Pop e Forró Zé da Macuca para o interior das dependências do Parque Euclides Dourado é vista com entusiasmo e soa como uma conquista. Historicamente, era ali que o Pop acontecia.
Esse retorno devolve ao palco a sua identidade original, proporcionando uma imersão muito maior. A integração com o ambiente, ladeado pelos eucaliptos que arrodeiam todo o parque, confere à estrutura a verdadeira cara de FIG. Embora as coordenadas exatas da montagem ainda não sejam conhecidas, o otimismo em torno do local é evidente.
Outro fator que pode ser determinante para o sucesso desse formato é a infraestrutura. Se o palco receber uma estrutura inteiramente coberta, o potencial de adesão de curiosos e transeuntes se multiplica. A constante e famosa garoa de Garanhuns é uma marca registrada do festival, e garantir um ambiente protegido é o convite ideal para manter o público confortável do início ao fim das apresentações.
Com um novo calendário, uma geração renovada de artistas e o retorno ao coração do Parque, o cenário está pronto para noites históricas.
Um bom Palco Pop/Forró a todos!



Muito legal.✌️
Arretado!