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Circense Índia Morena passa a dar nome à lona do circo nos 30 anos do FIG

Em 2006, a artista recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, pelo tempo de trabalho e dedicação à arte circense


Foto Renata Pires

A lona do circo do FIG passa a fazer uma justa homenagem a uma de suas mais importantes personagens, e passa a se chamar Circo Índia Morena. Nascida Margarida Pereira de Alcântara, começou no circo ainda menina, interpretando Vicente Celestino, Núbia Lafayette e Angela Maria. O nome artístico veio do fenótipo e também por conta de uma inspiração: uma artista circense que viu quando criança e que se chamava Linda Morena. Índia conta que foi adotada pelo circo e nunca mais o deixou. Viajou o Brasil todo e por países que nem lembra mais o nome, em funções diversas dentro do picadeiro. Em 2006, recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, pelo tempo de trabalho e dedicação à arte circense.

No dia 22 de julho, o Circo Índia Morena abre seu primeiro dia de espetáculos com uma cerimônia de homenagem à Índia. Nesta mesma tarde, o circo abre seu picadeiro para a arte do Riso Interior, banda de palhaços da Associação Cultural Teatro de Retalhos. Haverá ainda uma mostra variada de números circenses.


No FIG, a lona do circo sempre abrigou toda a diversidade do circo pernambucano e brasileiro, seja os formados pelas famílias tradicionais, quanto as trupes. Uma delas é o circo da Família Vidal, da Paraíba. Com 26 anos de história, eles comemoram 19 anos de participação no Festival de Inverno de Garanhuns. Dessa vez, chegam com o espetáculo Disney Circo, no dia 23, fazendo números de malabarismo no arame bambo seguido por números de bambolê, palhaçaria, malabares, argola olímpica, pêndulo, monociclo, tecido acrobático, força capilar e trapézio aéreo.

No domingo, 24, o espetáculo fica por conta da trupe Caravana Tapioca, de São Paulo. O espetáculo envolve números de paradas de mão com acrobacia, manipulação de peões, malabarismo com chapéus e instrumentos musicais, número cômico com rabeca e, ao final, um número coletivo de passe de claves e acrobacias. O diferencial fica por conta da trilha sonora tocada ao vivo, composta pelos instrumentos como cavaco, rabeca, pandeiro, rebolo, sax, trombone e flauta transversal.


O Circo dos Anões, de Pernambuco, também está na programação, no dia 25. O espetáculo começa com as mulheres da família fazendo uma dança árabe. O espetáculo segue com apresentação de faixa acrobática, tecido acrobático, palhaçaria, malabarismo, equilíbrio com parada de mão, lira oscilante e, finalizando, um palhaço fotógrafo. O Circo dos Anões existe há mais de 30 anos. De geração em geração, vem perpetuando o legado do lendário palhaço Pindoba. Já participou de vários festivais, mostras de circo, oficinas, workshop, palestras e foi premiado com o projeto cultural “Os Anões no Reino das Arábias”. Será a primeira vez deste espetáculo no Festival de Inverno de Garanhuns.


A nova geração do circo tradicional se faz representar pelo Circo Millennium, da Paraíba. Formado em 2006 por um casal que representa a quarta geração de uma família de circenses, eles chegam para apresentar o show “Palhaço Nervosinho e seu Mundo Mágico” “Poligran querendo aparecer” marca o retorno do Circo Poligran, de Pernambuco, que, assim como todos os circos, fecharam sua lona no período da pandemia e ficaram sem os artistas que costumavam contratar. Hoje restam apenas os filhos e filhas dos fundadores, que comandam o espetáculo, composto por dançarinas, palhaços, equilibristas, pirofagistas e praticantes de números de monociclo e mala moscovita. Será a estreia do Poligran no Festival de Inverno de Garanhuns.


“O Mundo Encantado do Circo Alakazam”, do Mestre Alakazam, é outra tradição circense que já faz parte da programação do FIG. Em cena, 15 artistas circenses e dois técnicos, comandados pelo Mestre Alakazam, apresentam espetáculo com números como: mão a mão, trapézio fixo, tecido acrobático, atirador de facas, pirofagia, mágico, ventríloquo, palhaços Moleza e Gentileza, além de quatro dançarinas.

A programação do circo Índia Morena segue até o último dia do FIG. Durante a semana, sempre com espetáculos às às 14h e às 16h30. Os espetáculos são gratuitos mas os ingressos precisam ser retirados no local, sempre com uma hora de antecedência.

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